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Mução, pro mulheril
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Retirante ao contrário, MUÇÃO foi gerado em mil novecentos e lá vai pedrada. Somente após doze meses sua mãe veio a dar-lhe à luz no Rio Grande do Norte, na cidade de Cachoeira dos Sapos (pra quem não sabe fica situada a 11 mil kilometros de New York).
Ainda na fase de amamentação, descobriu-se um ‘invocacionado’ pras coisas. Pra ele, a história deu saltos. Queria ser diplomata, terminou diplomado... Em rádio!
Filhos dos pais dele, MUÇÃO é como qualquer outro brasileiro da gema: veio ao mundo pelas mãos de uma parteira, caçou rolinha com baladeira, repetiu o primeiro ano fraco, fez o madureza ginasial, iniciou-se sexualmente com a secretária da avó, freqüentou quermesse, serviu no tiro de guerra, foi fã de Teixeirinha, deu esmola de um real...
Nordestino de coração, MUÇÃO sabe o que o povo quer, do que necessita: alegria e otimismo de coração. Isso tudo, num balaio só, quer dizer: raciocínio rápido, articulação, boas conversas, pedra noventa, sensibilidade a granel. “Eu chego junto!” – diz ele.
MUÇÃO, esse come buchada de bode porque gosta e conhece o animal! |
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